Sopa: o futuro da internet no projeto de lei dos EUA

Publicado: 25/01/2012 em Coluna Sócio-Econômica, Notícias

fotoBlogVladimir Soster – SRTE-RO 1060
Me siga no Twitter
Me siga no Facebook

Por André Felipe de Medeiros

Especial Sopa

Grandes empresas da web como Google, Facebook, Yahoo, Mozilla, PayPal, Wikipedia e tantas outras, planejam suspender seus serviços por um dia para protestar contra a Stop Online Piracy Act (Lei de Combate à Pirataria Online), mais conhecida por sua abreviação Sopa, amplamente apoiada por diversos conglomerados de comunicação e entretenimento.

À primeira vista, essa medida pode parecer um pouco drástica, mas foi descrita como apenas "a ponta do iceberg" na resposta que esse grupo de empresas à Sopa. Segundo a Fox News, essa afirmação é de Markham Erickson, o diretor executivo da NetCoalition – a tal "liga" contra a proposta de lei que pretende desencorajar de uma vez por todas o tráfego ilegal de material protegido por direitos autorais na web.

Smith luta contra Amazon, Mozilla, Google e outros

Os protestos contra o projeto surgem rapidamente, mas há também a urgência de se resolver o problema da indústria de entretenimento, que atinge um número cada vez maior de consumidores ao redor do globo. Em alguns casos a questão não é apenas a renda que as empresas não estão recebendo com seus produtos, mas elas estarem perdendo dinheiro ao alimentar um mercado frequentemente atacado pelos tais piratas.

O que é a Sopa?

A proposta da Lei de Combate à Pirataria Online é mais fácil de ser entendida do que parece. Basicamente, ela permite uma ação mais ampla das autoridades para lidar com os sites que compartilham conteúdo protegido por direitos autorais, seja ele para download ou mesmo streaming.

As medidas de punição para os infratores incluem impedir serviços de anunciantes (como o Google AdSense) e de facilitadores de pagamento (como o PayPal) no domínio, banir o site dos serviços de busca e até mesmo bloquear os acessos àquela url.

SOPA
A medida autorizaria também que os detentores dos direitos de uma obra contatem diretamente as empresas de busca e de anúncios com uma alegação por escrito de que aquele site estaria infringindo a lei e, assim, ter esses serviços interrompidos no domínio.

Aí, se isso não acontecesse, os detentores poderiam abrir um processo legal, sempre com a possibilidade de bloqueio no acesso, independentemente do tamanho do site (porque isso valeria tanto para um blog quanto para a Amazon ou Tumblr) e ainda que apenas uma pequena parte dele não esteja de acordo com a lei. Em outras palavras: tolerância zero, mesmo.


E eu com isso?

Pois bem… Com a aprovação do projeto nos Estados Unidos, diversos serviços podem ficar indisponíveis e o governo brasileiro pode querer copiar a ideia.

A rapidez da aceitação da Sopa na Câmara gerou, por outro lado, a resposta imediata da oposição, que, por menos responsável que seja pela pirataria, tem se mostrado negligente ao fazer pouco ou nada para impedi-la em seus servidores.

Para o usuário brasileiro, a aprovação da lei poderia implicar em duas situações.
A primeira é o desaparecimento de sites e redes sociais que teriam suas portas fechadas, ao serem bloqueadas nos Estados Unidos – o país de onde vem a maior parte de sua renda.

A segunda é a aceitação da comunidade internacional que se espelha nos país quando o assunto é internet, o que poderia gerar medidas semelhantes em vários cantos do mundo e, talvez, no Brasil também.

A aprovação da lei pode refletir uma tentativa de adaptação aqui no Brasil

A velocidade com que tudo tem acontecido mostra que em breve teremos um veredicto na questão. Caso a Sopa seja aprovada, veremos a tentativa de adaptação e sobrevivência dos sites americanos dentro das novas regras. Se ela for negada, a indústria do entretenimento nos EUA (ou seja, a Hollywood dos filmes, música e TV) terá sofrido mais uma derrota e precisará arrumar outra forma para combater seus prejuízos.

Enquanto isso, a produção deverá ser diminuída ou até mesmo interrompida temporariamente. Alguém se lembra da greve dos roteiristas em 2007? Eles estavam protestando justamente por não serem pagos pelas exibições na rede, deixando na mão o próprio público que não quis pagar pelas obras e optou pela pirataria.

Greve de roteiristas em 2007 deixou fãs (pirateiros ou não) sem suas séries favoritas

Fonte: SuperDownloads

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s