Arquivo de dezembro, 2011

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Kilo, mega, giga, tera, peta, exa, zetta ou yotta. Parece grego? Então leia este artigo e saiba que essas palavras estão muito mais próximas do que você imagina.

Infográfico - Do bit ao Yottabyte: conheça os tamanhos dos arquivos digitais [infográfico]

Sabe aquele seu pendrive de 4 GB? Em alguns anos, ele estará totalmente defasado. O mesmo se aplica ao seu disco rígido de 250 GB ou ao seu SSD de 80 GB. É verdade, a cada ano os dispositivos de armazenamento oferecem maiores capacidades e os componentes mais antigos vão ficando obsoletos.

É difícil imaginar, mas os principais dispositivos de armazenamento móvel utilizados (os disquetes) até poucos anos atrás não permitiam mais do que 1,44 MB de capacidade. Achou pequeno? Pois saiba que os megabytes nem são as menores frações dos arquivos. Ainda existem os kilobytes, os bytes e os bits.

Também é preciso dizer que as informações não são limitadas aos terabytes dos HDs mais poderosos da atualidade. Há vários outros valores que serão apresentados neste artigo. Você está preparado para aprimorar o seu conhecimento sobre informática e adicionar alguns megabytes de dados ao seu cérebro? Então veja como cada uma dessas unidades é importante em sua vida.

Bits: a menor parte de um dado

Para começar, vamos falar a respeito da origem do nome dos bits. “Bit”vem de BInary digiT,ou seja, dígitos binários. Isso porque cada bit é exatamente isto: um dígito binário que pode corresponder aos valores “0” ou “1”. O conjunto deles forma os dados na forma que nós conseguimos compreender.

Quando ainda estão como bits, apenas programadores conseguem decifrá-los, pois respondem a sequências binárias mais complexas. Nos códigos de programação, você pode encontrar os binários como ativação ou negação de certas tarefas. Por padrão, o “0” desativa as opções, enquanto o “1” faz o contrário.

Bytes: a informação tomando forma

Um conjunto de oito bits representa um byte, que é a fração dos dados que pode ser compreendida pelos usuários. Nesse caso, em vez de duas combinações possíveis, existem 255. Um caractere, por exemplo, pode possuir o tamanho exato de um byte (dependendo da codificação utilizada), por isso alguns arquivos no formato TXT podem ser encontrados com menos de 1 kB.

Quanto tem um byte?

Agora, uma curiosidade. Você pode estar se perguntando: “A imagem mostrada diz que o arquivo possui 23 bytes, mas ocupa 4 kilobytes em disco. Como isso é possível?”. Apesar de possuir poucas informações, o computador gasta os 4 kilobytes para armazená-lo, pois esse é o valor mínimo definido pela formatação do computador utilizado na ocasião.

Kilobytes: os dados tangíveis

Um kilobyte é composto por 1.024 bytes. Essa é a primeira unidade (entre as citadas) que a grande maioria dos usuários deve conhecer. Muitos arquivos de texto e até mesmo fotografias com resoluções mais baixas possuem alguns kilobytes. Os antigos disquetes de 1,44 MB permitiam que os usuários carregassem vários arquivos com essas dimensões.

Essa unidade é muito lembrada quando downloads são realizados. As taxas de transferência são medidas em kilobytes por segundo. E isso já funciona dessa forma há vários anos, desde a época das conexões discadas. Se em 1999 as pessoas baixavam músicas em velocidades de 3 kB/s, hoje há várias conexões que permitem downloads de 200 kB/s ou mais.

Megabytes: o mundo multimídia

Se os kilobytes armazenam vários arquivos de texto, os megabytes permitem um mundo muito mais multimídia para os usuários. Em média, uma música em MP3 ocupa 5 MB no disco rígido e uma foto em alta resolução pode passar dos 2 MB facilmente, dependendo do formato de arquivo que for utilizado.

CDs (de áudio ou dados) possuem cerca de 700 MB de capacidade. Isso garante que muitos arquivos sejam armazenados, ou cerca de 20 músicas. “Mas uma música não possui apenas 5 MB?”. Sim, uma música em MP3 ocupa isso, mas para os CDs de áudio o formato dos arquivos é diferente e ocupa muito mais megabytes.

Discos e mais discos

Você pode perceber que todo tipo de mídia pode representar alguns kBs ou muito MBs, tudo depende da qualidade com que são codificados. Isso inclui fotografias e músicas, como já dissemos, e também filmes. Um filme em qualidade baixa pode ocupar menos de 500 MBs, enquanto o mesmo em qualidade 1080p pode chegar aos 25 gigabytes.

Gigabytes: a alta definição

Em tempos remotos (mas não tão remotos assim, quando o Windows 95 era o sistema operacional mais utilizado em todo o mundo), discos rígidos não chegavam a possuir a capacidade de 1 GB. Mas os sistemas foram evoluindo, outros softwares também e a demanda exigiu melhorias nos componentes de hardware.

Hoje, dificilmente encontram-se computadores sendo vendidos com discos rígidos inferiores aos 500 GB de capacidade. Até mesmo HDs externos podem ser encontrados com capacidades maiores do que essas e sem serem vendidos por preços absurdos, como acontecia até pouco tempo atrás.

Podemos afirmar que, nos próximos anos, os gigabytes devem limitar-se às mídias de alta definição e aos pendrives, visto que HDs devem ultrapassar a casa dos terabytes em larga escala. Quanto às mídias: DVDs possuem 4,7 GB; Blu-rays, 25 GB e arquivos digitais podem ir muito além disso.

Terabytes: a nova necessidade

Quem poderia imaginar, em 2005, que seria possível dispor de um disco rígido com capacidade para armazenar um terabyte de informações? Pois hoje a realidade é outra e os HDs permitem exatamente isso. Você já parou para pensar em quantas músicas poderiam ser armazenadas em um disco desses?

Cada dia mais frequentes

Vamos às contas. Uma música em MP3, com cerca de 3 minutos, ocupa 5 MB. Em 1 TB, poderiam ser armazenadas 200 mil músicas. Caso fossem reproduzidas sequencialmente e sem interrupções, elas levariam 1 milhão de minutos para serem tocadas sem repetições de arquivos. Isso representaria 17 mil horas ou 728 dias. Exatamente, seriam quase dois anos sem parar de ouvir músicas.

Se o mesmo cálculo fosse feito para filmes em Blu-ray, com cerca de 90 minutos e 25 GB, chegaríamos à conclusão de que 1 TB pode armazenar 40 filmes em alta definição. O que exigiria dois dias e meio de “maratona” para que todos pudessem ser vistos sem pausas. Para DVDs o período seria de 13 dias.

Petabyte: muito além do uso doméstico

Um milhão de gigabytes. É exatamente isso que representa um petabyte, muito mais do que qualquer pessoa precisa para armazenar seus dados. Na verdade, é muito mais do que muitas empresas gigantes precisam. Petabytes só são tangíveis se somarmos uma grande quantidade de servidores.

Segundo James S. Huggins (especialista em tecnologia da informação), se fôssemos digitalizar livros, apenas 2 petabytes seriam suficientes para armazenar toda a produção acadêmica dos Estados Unidos. Já o Google processa cerca de 24 petabytes de informações todos os dias, o que demanda muitos servidores dedicados à atividade.

Exabyte: o tráfego da internet mundial

Não seria possível ouvir 1 bilhão de canções em apenas uma vida (capacidade de armazenamento de um HD hipotético de 1 EB). Os exabytes ainda estão muito distantes dos computadores comuns, mas já são uma realidade na internet mundial.

Central de dados da Wikimedia (Fonte da imagem: Wikimedia Commons / Midom)

O Discovery Institute (uma instituição sem fins lucrativos) realizou alguns estudos e concluiu que, todos os meses, são transferidos cerca de 30 exabytes de informações na internet mundial. Isso representa 1 EB por dia, ou 1 bilhão de gigabytes de dados circulando a cada 24 horas.

Zettabyte: todas as palavras do mundo

Você consegue imaginar o que são 1 bilhão de HDs de 1 terabyte? Agora imagine todos eles lotados de dados. Pois isso é o mesmo que ocupar 1 zettabyte com informações. Essa unidade é muito maior do que conseguimos imaginar ao pensarmos em computadores comuns.

O estudo mais curioso que já foi realizado com base nos zettabytes é de Mark Liberman (linguista da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos). Ele constatou que, se fossem gravadas todas as palavras do mundo (de todos os idiomas, digitalizadas em 16 bits e 16 kHz), seriam necessários 42 zettabytes para armazenar toda a gravação.

Yottabyte: mais do que existe

Some todas as centrais de dados, discos rígidos, pendrives e servidores de todo o mundo. Pois saiba que essa soma não representa um yottabyte. Um trilhão de terabytes ou um quadrilhão de gigabytes: não é possível (pelo menos por enquanto) atingir essa quantia.

Dividindo um yottabyte pela população mundial, teríamos 142 terabytes para cada pessoa. Levanto em conta que apenas 25% das pessoas possuem acesso a computadores, essa quantia seria aumentada para 568 terabytes (pouco mais do que a metade de um petabyte). Seriam 23 mil filmes em Blu-ray para cada um.

…..

Você já conhecia essas unidades relacionadas aos dados dos computadores? Conte para o Tecmundo o que pensa sobre essas grandezas e também se acha que algum dia será possível comprar um HD de 1 petabyte ou mesmo se os dados do mundo todo chegarão à marca de um yottabyte ainda nesta década.

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O que é World Wide Web?

Publicado: 31/12/2011 em Notícias

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World Wide Web, o famoso WWW, é um sistema de documentos dispostos na Internet que permitem o acesso às informações apresentadas no formato de hipertexto. Para ter acesso a tais informações pode-se usar um programa de computador chamado navegador. Os navegadores mais famosos são: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome e Safari.

Era uma vez…

Devido a evolução dos navegadores (browsers), não é mais preciso digitar www antes do nome do site, mas, o protocolo ainda é necessário.

A idéia de World Wide Web surgiu em 1980, na Suíça. O precursor da idéia foi o britânico Tim Berners-Lee. Um computador NeXTcube foi usado por Berners-Lee como primeiro servidor web e também para escrever o primeiro navegador, o WorldWideWeb, em 1990.

Em 6 de agosto de 1991, Tim Berners-Lee postou um resumo sobre todas as suas idéias e projetos no grupo de notícias de nome alt.hypertext. Esta data marca a estréia oficial da Web como um serviço publicado na Internet.

World Wide Web.Desde então, a Internet cresceu em proporções gigantescas. A quantidade de informações que está disponível no universo online é muito mais do que você poderia assimilar durante uma vida inteira. A chance de ser perder em meio à tanta informação é muito grande, por esta razão é muito importante a forma como tais informações estão dispostas. É aí que entra o hipertexto.

O que é hipertexto?

Os hipertextos são textos exibidos em formato digital, os quais podem conter informações em formato de imagens, sons, vídeos, etc. O acesso a tais informações se dá por meio de links, que servem como uma ponte entre os mais diversos sites da Internet e seus conteúdos.

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Foram anos de avanços até a rede mundial de computadores tornar-se o que é hoje. Conheça o início dessa evolução.

Infográfico - A história da Internet: pré-década de 60 até anos 80 [infográfico]

Quanto tempo você consegue ficar sem internet? Para quem está acostumado a acessá-la diariamente, é difícil imaginar um longo período de tempo sem bate-papos, sites de notícias ou jogos em rede. Mas pare para refletir por um instante: desde a invenção dos computadores, passaram-se décadas sem esses recursos tão simples e essenciais dos quais desfrutamos atualmente.

Essa complexa rede foi evoluindo a partir de diferentes necessidades, como a comunicação instantânea e até o medo da guerra. Foram avanços inicialmente simples e isolados, que foram combinados para melhorar a qualidade e quantidade de dados transmitidos até chegar ao eficiente sistema de conexões que utilizamos hoje.

Pré-1960

Por séculos, a troca de informações acontecia de pessoa a pessoa ou por documentos em papel. Um grande aliado nessa comunicação foi a criação do telégrafo, um sistema de transmissão de mensagens através de dois pontos graças a ondas de rádio ou fios elétricos.

A primeira mensagem foi transmitida pelo aparelho em 1844, entre as cidades norte-americanas de Baltimore e Washington. A partir dele, o tempo gasto entre a comunicação tornou-se muito menor, mas ainda apresentava falhas. Para a época, entretanto, já era mais do que o suficiente para conectar diferentes regiões.

Outra criação indiretamente relacionada com a rede é a do sistema binário. A codificação de letras do alfabeto em sequências de dígitos binários foi devidamente aperfeiçoada pelo filósofo inglês Francis Bacon, em 1605. Segundo ele, qualquer objeto poderia sofrer codificações. Cerca de meio século depois, o filósofo alemão Gottfried Leibniz criou o sistema binário como o conhecemos hoje, a partir de numerais.

Mas o que isso tem a ver com a rede? É a partir de códigos construídos por esse sistema binário (padronizado com os numerais 0 e 1) que os computadores realizam o processamento de dados, sendo que cada bit corresponde a um dígito dessas sequências. Sem eles, não seria possível nem sequer realizar a leitura dessas informações.

Além disso, não se pode falar do início da internet sem abordar o primeiro computador digital eletrônico, criado em 1946 por cientistas norte-americanos. O ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Computer) era uma imensa máquina de realizar cálculos (pesava 30 toneladas e ocupava 180 m²) e pouco tinha de armazenador ou transmissor de dados, funções posteriormente adquiridas pelo computador.

O ENIAC. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

A década de 1960

Melhoras na transmissão

Em 1961, a transmissão de dados ganhou um poderoso conceito: pesquisadores como Vinton Cerf e Robert Kahn iniciam o planejamento do sistema de pacotes, que consiste em repassar dados através da quebra da mensagem em vários blocos, enviados juntamente com as informações necessárias para utilizá-los em conjunto novamente.

Além de aumentar a velocidade da conexão, o sistema torna possível utilizar um mesmo canal para mensagens com destinos diferentes, algo impossível quando os canais eram circuitos reservados. O sucesso da empreitada é comprovado pela utilização desse modo de transmissão até os dias de hoje.

Outro registro importante é a instalação dos nós, os pontos de intersecção de informações, que servem como uma ponte entre máquinas que se comunicam entre si. A partir desses pontos de segurança, a informação não corria riscos de se perder durante o trajeto por falhas no sinal, por exemplo. O primeiro nó foi instalado na Universidade de Los Angeles, em agosto de 1969.

Filha da guerra

A década de 1960 foi um dos períodos mais conturbados da História. A tensão criada pela Guerra Fria, o conflito ideológico entre Estados Unidos e União Soviética, atingia seu ápice. Nenhum confronto bélico entre ambos ocorreu de verdade, entretanto, a maior arma era provocar medo no inimigo.

Desse modo, qualquer triunfo era visto como um passo à frente na disputa pela dominação mundial. A União Soviética, por exemplo, saiu na frente na corrida espacial: lançou em 1957 o primeiro satélite artificial, o Sputnik. Quatro anos depois, Yuri Gagarin era o primeiro ser humano a fazer uma viagem espacial.

Os Estados Unidos buscaram outra estratégia, principalmente através da ARPA (Advanced Research Project Agency, ou Agência de Pesquisas em Projetos Avançados, em tradução literal), um órgão científico e militar criado em 1957 que cuidava dos avanços tecnológicos da potência ocidental e, posteriormente, da primeira rede.

Um dos pioneiros do conceito hoje conhecido por internet foi J.C.R. Licklider, do Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT). Foi ele o responsável, em 1962, por difundir a ideia da “rede galáctica”, um conceito ainda abstrato de um sistema que concentraria todos os computadores do planeta em uma única forma de compartilhamento. Com o passar dos anos, essa ambiciosa ideia começou a tomar forma.

A rede da ARPA

É aí que o medo entra novamente na história: temendo um combate em seu território que acabasse com a comunicação e com todo o trabalho desenvolvido até então, cientistas norte-americanos colocam o plano de Licklider em prática com a ARPANET, uma rede de armazenamento de dados que inicialmente conectou algumas universidades e centros de pesquisa: as sedes da Universidade da Califórnia em Los Angeles e Santa Barbara; o Instituto de Pesquisa de Stanford e a Universidade de Utah.

O início da ARPANET (Fonte da imagem: ARPANET Maps)

Desse modo, tudo ficaria armazenado virtualmente, sem correr o risco de sofrer danos materiais. Além disso, pouco tempo seria perdido na troca de dados. Em outubro de 1969, a ARPANET teve seu primeiro sucesso ao transmitir uma mensagem através de sua rede, da Universidade de Los Angeles até o instituto em Stanford, em uma distância de quase 650 quilômetros.

Ao mesmo tempo, entretanto, essa tentativa resultou em fracasso: o conteúdo transmitido – a palavra “login” – chegou incompleto ao receptor, pois o sistema caiu antes da recepção da terceira letra do termo enviado.

A década de 1970

Se a década de 1960 serviu para estabilizar as bases da internet, os dez anos seguintes foram para a criação de conceitos básicos da rede.

A década dos primeiros

O primeiro invento que vale ser destacado é o da própria palavra que dá nome à rede. Em meados de 1971, Vinton Cerf e sua equipe de cientistas (reconhecidos como “os pais da internet”) tentavam conectar três redes diferentes em um processo descrito em inglês como interneting. O termo foi abreviado e, aos poucos, imortalizado como sinônimo de toda a rede.

Além disso, surgiram também os emoticons, uma forma de facilitar a expressão de sentimentos nas mensagens virtuais. Em 1979, Kevin MacKenzie utilizou um símbolo para descrever uma ironia em uma mensagem, dando início a uma vasta lista de rostos criados por acentos e outras formas. Já os famosos :-) e :-( surgiram apenas em 1982, em um email do cientista Scott Fahlman.

Mas nem tudo foi benéfico. Em 1971, Bob Thomas criou o que seria uma das maiores dores de cabeça dos usuários de computadores: o vírus. Batizado de The Creeper, a infecção invadia a máquina apenas para apresentar a mensagem "I’m the creeper, catch me if you can!" (“Eu sou assustador, pegue-me se for capaz!”, em tradução livre). No início da informática, a ideia do vírus era apenas quebrar o sistema de segurança de uma máquina para irritar o usuário e consagrar o programador capaz de criar o invasor.

Outro item prejudicial foi o spam, o lixo eletrônico em forma de emails em massa ou de conteúdo duvidoso. Ainda sem esse nome, o ancestral dessa ocorrência a surgiu em 1979, com um convite da Digital Equipment Corporation (DEC) para o lançamento de um produto. A mensagem foi encaminhada para 393 funcionários da ARPA, sendo que vários endereços ainda ficaram de fora por falta de espaço.

Surge o correio eletrônico

O engenheiro Ray Tomlinson começou a desenvolver o hoje indispensável email em 1971. A ARPANET já possuía alguns métodos de transmissão de mensagens entre o mesmo computador, mas faltava um sistema simples e que integrasse toda a ARPANET.

Para tornar isso possível, Tomlinson combinou um aplicativo de troca de mensagens chamado SNDMSG com um protocolo de transferência de arquivos, o CYPNET, possibilitando a transmissão em rede. Já o símbolo @ foi incorporado tempos depois com o mesmo objetivo que conhecemos hoje: separar o nome de usuário e seu servidor.

Mudança de protocolo

Entre todas as mudanças ocorridas na década de 1970, a que mais contribuiu para o amadurecimento da internet foi a criação do TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol), o protocolo padrão para transmissão de dados usado até hoje. Ele é dividido em camadas, cada uma com tarefas específicas, dependendo de sua proximidade com a rede ou o destinatário.

O IP é o responsável pelo endereçamento dos pacotes de dados para os demais protocolos. Já o TCP garante a continuidade do fluxo de informação, cuidando para que o processo ocorra sem problemas.

O método desenvolvido por Vinton Cerf e sua equipe surgiu para substituir o Network Control Protocol (NCP), que já estava obsoleto na época e se limitava a controlar a comunicação entre os computadores na ARPANET, sem corrigir falhas no envio. Já com o TCP/IP, qualquer mensagem transmitida de forma errada é rapidamente reenviada. A oficialização dele como protocolo como único na ARPANET, entretanto, só ocorreu em 1983.

Fora do eixo

Ainda nessa década, começou o compartilhamento da tecnologia providenciada pela ARPANET. Em 1973, foi realizada a primeira conexão entre dois continentes: a NORSAR (Norwegian Seismic Array) ligou-se à ARPANET. Pouco depois, a University College of London recebeu a integração.

Além disso, o número de servidores nos Estados Unidos aumentou consideravelmente. Na imagem abaixo, é possível conferir todos os terminais da agência em 1977, bem diferente dos quatro pontos existentes quando a ARPANET começou suas atividades.

A ARPANET em 1977. (Fonte da imagem: ARPANET Maps)

Outra criação interessante foi a Usenet, precursora dos fóruns de discussão e que iniciou o processo que tornou a internet interessante também para quem não estava interessado na área científica. Em 1979, Tom Truscott e Jim Ellis interligaram computadores em uma rede de compartilhamento de notícias e artigos divididos por grupos de interesse: se você gostasse de ficção científica, por exemplo, poderia receber apenas as novidades sobre tal tema.

A década de 1980

A internet já estava bastante desenvolvida. Programadores expandiam as fronteiras da rede, criando novas funções para a revolucionária invenção que chegava ao alcance da população em geral.

A invasão do computador pessoal

O conceito de uma máquina individual e para uso casual ainda engatinhava na indústria. A ideia foi definitivamente reforçada com o lançamento do PC da IBM, em 1981. Seu estilo padrão foi copiado por inúmeras empresas ao longo dos anos, praticamente padronizando o formato e a composição dos computadores de mesa.

A parceria com a Microsoft (que forneceu o sistema operacional para o PC) e a concorrência com a Apple (que possuía conceitos menos imitados) ditaram o ritmo de crescimento dessa nova geração de computadores.

Ascensão e queda da ARPANET

Com o passar dos anos, o número de nós e usuários da ARPANET foi crescendo e, com o enfraquecimento da tensão causada pela Guerra Fria, ela perdeu parte do caráter militar. Por seu potencial, entretanto, ela foi dividida em 1983 na recém-criada MILNET, que cuidaria apenas da parte bélica, enquanto o que restou da ARPANET seria utilizado a partir de interesses científicos.

Esse segmento mais popular, que foi desativado em 1989,foi o que teve maior desenvolvimento, servindo de base para as inúmeras redes conectadas entre si que conhecemos hoje como internet.

Oi, quer teclar?

No final de década de 1980, surge outra criação que não faz mais tanto sucesso, mas ajudou a originar, por exemplo, os famosos mensageiros instantâneos: as salas de bate-papo. Mais direta e informal que os emails e concentrando ao mesmo tempo vários usuários com os mesmo interesses, essa forma de comunicação teve sua revolução em 1988, com o desenvolvimento do IRC pelo finlandês Jarkko Oikarinen para transmitir notícias durante a Guerra do Golfo e em outros conflitos.

Sigla para Internet Relay Chat, o IRC é uma rede de servidores que hospedam as várias salas de conversa. Através de comandos simples, era possível procurar listas específicas, trocar de apelido e interagir com outros usuários.

O futuro estava próximo

Na mudança de década, a internet já estava consolidada como uma das grandes forças da tecnologia. O futuro, entretanto, guardava ainda mais surpresas e novidades para esse serviço de rede. Em 1989, Tim Berners-Lee propôs oficialmente um ambicioso projeto de hipertextos para dinamizar a passagem de um texto a outro de forma mais rápida e dinâmica, em um sistema que ficou conhecido como World Wide Web – o WWW, que entrou em funcionamento na década seguinte.

A matéria sobre a história da internet continua em breve, com artigos e infográficos sobre as demais décadas da rede. Fique ligado!

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Aprenda a criar uma tarefa que desligue seu computador quando ele estiver inativo durante à noite

O computador virou um elemento comum em nossas casas atualmente. Ficar até tarde na máquina também se tornou uma rotina diária para a maioria dos usuários. O fato de permanecer junto ao aparelho por longas horas fez isso se tornar uma espécie de operação mecânica, feita de maneira automática.

Isso faz com que muitas vezes, o computador seja esquecido ligado e assim permaneça durante toda a noite. Se você gosta de desligar o PC, mas algumas vezes acaba esquecendo, há uma maneira de agendar essa operação, ocorrendo automaticamente.

Abaixo, há um tutorial de como montar uma nova tarefa no Windows, que será encarregada de desligar seu computador à noite, quando você não o estiver usando.

Criando a tarefa

Acesse o Menu Iniciar e digite “agendador de tarefas” na barra de execução. Localize-o nos resultados e clique para acessá-lo. Em seguida, entre no menu “Ação” e escolha a opção “Criar tarefa”.

Criando uma nova tarefa

Uma nova janela é aberta para que você configure a tarefa. Na primeira aba, “Geral”, você deve definir um nome para a atividade e pode acrescentar uma descrição se desejar. Então, marque a caixa de seleção “Executar com privilégios mais altos”.

Definindo tarefa

Feito isso, vá para a aba “Disparadores” e clique no botão “Novo”. Agora, é preciso configurar o agendamento. Você deve definir uma frequência (uma vez, diário, semanal ou mensal). Em seguida, especifique a data inicial e o horário no qual a tarefa deve ocorrer.

Observe que se você utilizar a opção de efetuar diariamente, há um campo para definir o intervalo de repetição e basta preencher o número desejado no campo disponível (ex: Repetir a cada 1 dia). Para o nosso exemplo, observe na imagem abaixo que o agendamento foi configurado como de ocorrência diária e no horário de 00:30.

Criando disparador

Terminando esta etapa, passe para a aba “Ações” e clique em “Novo”. Então, no campo “Programa/script”, digite “shutdown” (sem as aspas) e /S no campo “Adicione argumentos”. Se você quiser que o computador feche todas as aplicações abertas, você pode digitar /S /F em “Adicione argumentos”.

Associando nova ação

Então passe para a guia “Condições”. Esta parte do processo é bem importante, pois aqui você pode especificar quando o computador deve desligar. Isso pode evitar que ele seja simplesmente desligado em um dia no qual você perdeu noção da hora, mas o estava utilizando. Comece marcando a caixa “Iniciar a tarefa somente se o computador estiver ocioso”.

Feito isso, escolha um tempo mínimo de ociosidade para que o agendamento seja seguido na caixa de seleção ao lado da alternativa citada. Em seguida, em “Aguardar para ficar ocioso por” você pode definir um valor que deve ser aguardado (após a detecção de que o computador está parado) antes de cumprir a tarefa.

Adicionalmente, você pode escolher parar a atividade caso a máquina volte a ficar ativa, marcando “Interromper se o computador não estiver mais ocioso”. Há também como voltar à fase de execução da tarefa agendada quando for detectada uma nova fase de inatividade, selecionando “Reiniciar se voltar a ficar ocioso”.

Além dessas opções, também é possível configurar para que o agendamento da tarefa seja seguido somente se o computador estiver conectado em uma fonte de alimentação (para notebooks), interromper caso ele esteja utilizando a bateria e iniciar a atividade somente se a máquina estiver em uma rede.

Definindo condições

Por último, entre na guia “Configurações”. Aqui você pode definir um tempo padrão para que a tarefa seja executada novamente em caso de falha. Para isso, marque a alternativa “Se ocorrer falha na tarefa, reiniciar a cada” e escolha um valor na caixa de seleção ao lado. Então, defina um número máximo de tentativas digitando um valor no campo ao lado de “Tentar reiniciar até”.

Opcionalmente, você também pode escolher uma quantidade máxima de tempo para a ocorrência das tentativas. Para tal, marque “Interromper a tarefa se ela for executada por mais de” e escolha um valor na caixa ao lado. Clique em “OK” para salvar suas alterações.

Definindo configurações

Observe que sua nova configuração passa a aparecer na interface do Agendador de tarefas. A partir de agora, seu computador será desligado sempre que estiver inativo no horário e situações configuradas.

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A Polícia Civil de Formosa, cidade de Goiás localizada no Entorno do Distrito Federal, abriu inquérito para investigar uma denúncia anônima de maus-tratos a um cachorro que aparenta ser da raça Yorkshire. Segundo o delegado que investiga o caso, Carlos Firmino Dantas, o cachorro morreu.

A agressão foi filmada e o vídeo, divulgado no YouTube. Nas imagens, uma mulher agride o cão na frente de uma criança. O animal chega a ser arremessado para o alto e preso dentro de um balde.

Delegado da 1ª Delegacia de Formosa (GO), Carlos Firmino Dantas. (Foto: Rafaela Céo)O delegado Dantas disse que um inquérito foi aberto no dia 21 de novembro após a polícia ter recebido uma denúncia anônima e uma cópia do vídeo da agressão ao animal. Segundo ele, a dona do cachorro afirmou que agrediu o animal porque estava em um "mau dia".

A agressora chegou a afirmar que o cachorro era um monstro, o interessante que as imagens mostram um monstro e um animal sendo agredido.

O caso provocou repercussão nas redes sociais. O vídeo, publicado na quarta (14), teve mais de 320 mil visualizações até por volta das 10h desta sexta.

No Twitter, a vereadora Heloísa Helena (PSOL), que é ex-senadora e cumpre mandato atual na Câmara Municipal de por Maceió, anunciou que serão formalizadas ações no Ministério Público e defendeu a aprovação de lei contra maus-tratos dos animais.

O vereador Elias Vaz de Andrade (PSOL) anunciou que vai entrar com representação na delegacia-geral de Formosa nesta manhã.

Veja o vídeo

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Anunciada em setembro, o recurso chega ao público
quase três meses depois

O Facebook anunciou nesta quinta feira, 15 de dezembro, que a Timeline (Linha do Tempo em português) está disponível para todos os usuários do Mundo.

A Timeline foi anunciada por Mark Zuckerberg em setembro apenas para desenvolvedores, na época. No entanto, alguns usuários fizeram uma pequena "gambiarra" para também ativar o recurso em seus perfis.

Desde então a empresa corrigiu alguns bugs e fez pequenas modificações no visual da Timeline. Na semana passada, o Facebook começou liberar gradativamente a sua utilização para todos, iniciando pela Nova Zelândia.

Hoje, finalmente a Timeline está pronta para fazer a sua estréia oficial. Os usuários terão sete dias para atualizar o seu perfil com os itens que querem exibir na sua nova linha do tempo, antes de publicá-la de fato.

Para ativar o seu novo perfil basta acessar a página: www.facebook.com/timeline, e clicar no botão ‘Obter a linha do tempo’.

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Empresariado do Estado espera que Confúcio Moura interfira pela rápida regulamentação de artigo da Lei do FNO que beneficia empresários inadimplentes.

O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) de Rondônia, Leonardo Sobral, solicitou, em audiência na última sexta-feira (9/12), ao governador Confúcio Moura, que interfira junto ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para a urgente regulamentação do artigo 15D, da lei 7827/2209 – referente aos Fundos Constitucionais. O referido artigo cessa a dívida de detentores inadimplentes de financiamentos da Sudam quando o devedor repassa ao banco os bens que foram apresentados como garantia dos empréstimos.
Atualmente, os empresários que não conseguem pagar estes financiamentos, além de ficarem sem os bens que serviram de garantia, ficam pendurados em dívidas intermináveis, alimentadas por juros que aumentam em efeito cascata, e respondem a processos judiciais que se prolongam durante anos.
O artigo 15D já foi regulamentado nos estados do Nordeste e cabe à Sudam regulamentar o mesmo artigo no Norte do País. Na última reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superitendência de Desenvolvimento da Amazônia (Condel/Sudam), em novembro último, o assunto não entrou em pauta frustrando 9 mil empresários que aguardam esta resolução para regularizar suas dívidas e voltar a produzir. Em toda a região Norte, cerca de 60 mil empresários reivindicam a medida.
Leonardo Sobral explicou ao governador que a reivindicação não implica em renúncia de qualquer tipo ou forma – fiscal ou de renda – porque os empresários beneficiados voltarão a produzir e poderão quitar seus débitos. “Na verdade, não queremos benesses, mas, apenas o mesmo tratamento dado aos demais brasileiros”, ressaltou o presidente do Simpi/RO.
Na opinião do empresário Paulo Honorato, que participou da audiência com o governador, “Rondônia é muito eficaz e sempre solicitada para produção de energia, madeira, leite e carne para as outras regiões do Brasil, mas quando surge uma lei que poderia beneficiar o povo do Norte, este fica somente com a vontade, precisamos lutar para mudar este tratamento diferenciado contra os estados da Amazônia”, ressaltou.

Autor: Assessoria de imprensa – Ana Aranda
Fonte: SINPI.NET