Arquivo de abril, 2011

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Um dia após o seu lançamento, o iPhone 4 sofre reclamações de que sua espessura aumentou, oferecendo dificuldades para ser encaixado em capas de proteção da marca.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

A Apple lançou nesta semana o iPhone 4 branco nos EUA e mais 27 países – infelizmente, o Brasil não está nessa lista. O preço do novo aparelho é o mesmo do tradicional (modelo preto), porém, foi detectada uma diferença de espessura que pode ocasionar problemas para o encaixe com as capas de proteção da marca.

Pouco tempo depois da chegada do smartphone branco da Maçã ao mercado, usuários já reclamaram em fóruns que a espessura do dispositivo é, aproximadamente, um milímetro maior – o dispositivo passou de 9,3 para 9,5 milímetros.


(Fonte da imagem: NeoGAF/Postado por Mrkgoo)

O valor pode parecer irrelevante, mas os cases produzidos para o iPhone 4 são justos. Em alguns modelos de capas, como os Bumpers (usados para resolver um problema com a recepção de sinal), o processo de encaixe se tornou dificultoso, oferecendo risco de danificação devido à pressão necessária.

O responsável por esse aumento de espessura seria uma camada adicional de proteção contra raios ultravioleta. Segundo Phil Schiller, vice-presidente de marketing da Apple, o modelo branco precisou de mais empenho dos engenheiros.

“Não é tão simples como fazer alguma coisa branca. Há muito mais envolvido, não só o material e como ele se sustenta ao longo do tempo, mas também em como tudo isso funciona com os sensores”

Fonte: Tecmundo

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Software com rastreamento de olhar funciona em monitores com Windows 7

Software com rastreamento de olhar funciona em monitores com Windows 7

Estudantes de engenharia da Universidade de Brigham Young, nos Estados Unidos, conseguiram um feito impressionante: desenvolver uma tecnologia que controla o computador através do olhar humano com um preço acessível.

Apesar de parecer coisa de filme de ficção cientifica, pacotes de hardware e software com rastreamento de olhar já existem no mercado. O problema é que são excessivamente caros. Dispositivos como o Tobii PCEye custam absurdos US$ 6.900.

O grande mérito dos estudantes é conseguir baratear a tecnologia para US$ 1.500.

O sistema pode se conectar em monitores geridos com Windows 7, e foi criado como parte de uma parceria com a Eyetech Sistemas Digitais, que tem planos para comercializar os aparelhos em partes do mundo onde outras soluções de rastreamento ocular são inacessíveis – como o Brasil, por exemplo.

O objetivo principal desse tipo de produto é permitir que pessoas que possuam limitação física extrema, como tetraplégicos, possam utilizar o computador de forma plena

Um sistema semelhante a este foi apresentado por estudantes Brasileiros no Programa da Eliana, fizeram demonstrações do funcionamento, logicamente que era um protótipo, porém o valor é algumas vezes menor que o custo de US$ 1.500,00 que os estudantes Norte Americanos estão “Tentando” baratear.

Local de origem:
http://tecnologia.br.msn.com/noticias/artigo.aspx?cp-documentid=28389837

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Apple diz que Galaxy Tab (direita) é uma cópia fiel do iPad (esquerda)
Apple diz que Galaxy Tab (direita) é uma cópia fiel do iPad (esquerda)

Em processo aberto nesta sexta-feira (15), a empresa alegou que a linha de produtos Galaxy desrespeita algumas patentes do iPhone e do iPad.

Segundo declaração de um representante da Apple para o site de tecnologia do “The Wall Street Journal”, não é coincidência que os últimos produtos da Samsung se pareçam tanto com iPhone e iPad, tanto o formato do hardware e a interface de usuário, como as embalagens.

“Esse tipo de cópia explícita é errada e precisamos proteger a propriedade intelectual da Apple quando empresas roubam nossas ideias”, criticou.

Processos de patente em relação a smartphones não é novidade quando se trata dos gigantes da tecnologia. Em 2009, a Nokia entrou com uma ação contra a Apple por violação de patente. No ano passado, foi a vez da Apple entrar com processo de patente contra a HTC, e a Microsoft processar a Motorola por violação de patentes com o Android.

Na ação movida contra a Samsung, a Apple aponta que o Galaxy Tab é uma cópia fiel do produto da Apple, usando um corpo retangular com cantos arredondados, uma borda preta e um conjunto de ícones de aplicativos semelhante ao do IPAD. Além do Galaxy Tab, a Apple também atirou contra Galaxy S, Epic 4G e Nexus S.

Apesar de serem concorrentes no mercado de smartphones, a Samsung trabalha como fornecedora de muitos dos componentes usados em produtos da Apple, tais como os processadores A4 e A5 usado dentro do iPhone, IPAD e Apple TV, bem como unidades de disco de estado sólido utilizado em muitos produtos da Apple.

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Há quanto tempo você não vê um telefone de disco? Desses que para discar o número “0” você tem que dar uma volta inteira no aparelho? Pois é. A não ser que você frequente a casa de seus avós ou seja fã de coisas retrô, deve fazer muito tempo.

E para quem curte renovadas nos designs antigos, a SagemCom lançou o “The Sixty”: um telefone laranja com toques futurísticos no estilo antigo. Mas de antigo, ele não tem nada, já que funciona sem fio, tem discagem sensível ao toque, além de uma tela de LCD com identificador de chamada.

O telefone tem também agenda eletrônica para até 150 números, modo de alto falante e uns lances de reprodução dos telefones retrô, como LED’s para parecer um telefone antigo de disco e barulhos característicos do modelo da época da vovó.

Tudo isso, porém, vem por um preço bem salgado. Na Amazon do Reino Unido sele sai por 99,95 libras esterlinas – que equivale a meros R$ 257.

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Ventilador sem hélice

Publicado: 22/04/2011 em Notícias

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Algo que beira o inconcebível, é com toda certeza, um ventilador sem hélice. A WAP, uma empresa de fabricação de eletrodomésticos inovadores está oferecendo no mercado um aparelho com essa concepção, chamado WAP Wind.

O eletrodoméstico usa uma tecnologia parecida com as turbinas de avião, que movimenta o ar sem usar hélices. A WAP chama o sistema de “aceleração de ar fresco”. Segundo eles, a tecnologia cria jatos até 15 vezes mais potentes e frescos.

Visualmente o aparelho é exótico, mas seu design passa a ser impactante quando se descobre sua função. Ele está disponível em diferentes cores: grafite, prata, azul e branco.

O produto já está à venda no Brasil exclusivamente pela Polishop. Se você já estava ficando empolgado com a ideia, espere até dar uma olhada no preço. Qualquer inovação é cara no começo e com o WAP Wind não é diferente, ele custa 699 reais.

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Como assistiremos TV em 2020

Novas tecnologias vão permitir uma resolução de 4 a 16 vezes superior à de alta definição que temos hoje

Uma TV LCD de 55 polegadas com resolução full HD é o máximo que você pode desejar? Pois saiba que dentro de dez anos a tecnologia que hoje enche nossos olhos vai parecer coisa de museu. Novos padrões de alta definição estão em fase final de desenvolvimento e devem chegar à sua sala na próxima década. A mudança deve passar por duas etapas. Na primeira fase, surgirão os televisores 4K (3 840 por 2 160 pixels), com uma resolução quatro vezes superior à do padrão atual. Depois será a vez do Super Hi-Vision (7 680 por 4 320 pixels), que permitirá a exibição de imagens com uma quantidade de pontos 16 vezes maior que a atual.

Se a alta definição já impressiona, o futuro promete um realismo inédito, com telas capazes de exibir detalhes imperceptíveis para o olho humano. O 4K, também chamado de Quad HD, está começando a ser usado nos cinemas, principalmente nos Estados Unidos. Ainda são poucas as salas capazes de exibir nesse formato, e também não há muitos filmes disponíveis. Por isso, a tecnologia só deve chegar às TVs daqui a alguns anos. Protótipos de televisores com esse tipo de resolução já foram mostrados nas feiras IFA, em Berlim, e Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas.

O 4K surgiu em parte por uma necessidade da indústria cinematográfica. Com a chegada dos equipamentos digitais, os estúdios de Hollywood decidiram estabelecer normas para garantir uma boa qualidade da exibição. Em 2002, Disney, Fox, MGM, Universal, Paramount e Warner criaram a Digital Cinema Initiatives, entidade responsável por esse trabalho. Dois padrões foram escolhidos: o 2K (2 048 por 1 080 pixels), que hoje está na maioria das salas digitais de cinema, e o 4K, que começa lentamente a se expandir.

No Brasil, as primeiras salas 4K foram abertas em dezembro do ano passado pela rede UCI. Outros exibidores devem seguir por esse caminho. Além dos blockbusters e das animações infantis, o futebol será uma das vitrines do novo padrão. Alguns jogos da Copa de 2014 serão mostrados nesse formato em cinemas daqui e de outros países, por meio do projeto 2014K. A iniciativa, organizada pela Universidade Mackenzie e pelo instituto de pesquisas CPqD, prevê transmissões ao vivo, em 3D, das partidas do Brasil e das seleções de países parceiros do projeto.

Como a quantidade de dados de um streaming em 4K tridimensional é enorme, isso terá de ocorrer por meio de redes de altíssima velocidade, as redes fotônicas, construídas com cabos de fibra óptica e usadas atualmente apenas por universidades. Os requisitos técnicos limitam hoje o uso da tecnologia por emissoras de TV, mas as dificuldades devem ser superadas durante esta década. “A imagem é impressionante. Pelo histórico que conhecemos da imagem em movimento, é bem provável que o 4K chegue às TVs, mas pode ser que demore um pouco mais do que esperamos”, diz Jane de Almeida, professora da Universidade Mackenzie e uma das coordenadoras do projeto 2014K.

Mais espaço no ar

Para ser transmitido pelo ar, o sinal 4K vai exigir uma adaptação no Sistema Brasileiro de TV Digital. “Na TV aberta, acabamos de fazer uma transição de analógico para digital. Vamos precisar de mais espectro para chegar a outra”, diz Fernando Bittencourt, diretor da Central Globo de Engenharia. Isso só ocorrerá quando terminarem as transmissões analógicas no país, em 2016. A TV Globo já começou a fazer experimentos com a nova tecnologia de altíssima definição. “O 4K, o 3D e o Super Hi-Vision estão no nosso radar, mas não para TV aberta no curto prazo”, afirma Bittencourt.

Criado pela rede estatal japonesa NHK, o Super Hi-Vision (SHV), ou ultra-alta definição (UHD), deve estrear em 2020, quando está programado o início dos testes em larga escala. Experiências com o padrão têm sido feitas desde o início da década passada. Como produz uma imagem 16 vezes mais detalhada que a da alta definição atual, por enquanto o sinal em SHV funciona bem só em redes de alta velocidade. Em setembro, a BBC fez um teste com a NHK e transmitiu, ao vivo, dois programas de 30 minutos da Inglaterra para o Japão. A rede japonesa também tem testado a transmissão do sinal por satélite ou pelo ar.

Além das dificuldades causadas pela enorme quantidade de dados gerada nas gravações, o sistema precisa superar outros problemas para se tornar comercialmente viável. “Há uma série de desafios na produção de programas em Super Hi- Vision, como a quantidade de trabalho necessária para a captação, a edição e a mixagem do som. Fazer gravações à noite é ainda complicado”, diz Masaru Kanazawa, engenheiro sênior da divisão de pesquisa em sistemas avançados de TV dos laboratórios da NHK. “Mas estamos confiantes de que vamos superar tudo isso a tempo. A TV de alta definição teve os mesmos problemas.”

Desenvolver um novo formato demora muito. Por isso Kanazawa iniciou a discussão antes mesmo de a alta definição ter sido anunciada. “As pesquisas começaram em 1995”, afirma. A NHK acredita que os consumidores vão querer um nível de detalhamento maior no futuro e resolveu se antecipar. As TVs capazes de exibir imagens em Super Hi-Vision terão 70 polegadas ou mais. Em tamanhos menores, não se nota a diferença em relação ao full HD (1 920 por 1 080 pixels).

A evolução do SHV não será apenas na quantidade dos detalhes mostrados na tela. O sistema proposto pela rede japonesa vai adotar o áudio 22.2, capaz de utilizar 24 caixas acústicas dispostas em três alturas diferentes. Captar o som adequadamente também está entre os desafios a superar. Apesar das dificuldades, Kanazawa acredita que o SHV vai substituir o 4K por ter a vantagem de gerar imagens com resolução maior e mais quadros por segundo (24 ou 30 contra 60). O certo é que, com qualquer dos dois sistemas, sua TV terá outra cara, muito diferente da atual.

De londres a Tóquio

Um dos maiores testes com Super Hi-Vision ocorreu no ano passado. A inglesa BBC transmitiu dois programas dos seus estúdios em Londres para a NHK, em Tóquio. O primeiro deles foi um show do grupo The Charlatans e o segundo, uma apresentação da equipe britânica de tae kwon do. O sinal de 350 Mbps percorreu uma rede de alta velocidade (1 Gbps), passando por Holanda, Alemanha e Estados Unidos. Tudo correu bem, mas os pesquisadores querem aumentar a compressão do vídeo — hoje feita em MPEG-4 — e estão colaborando no desenvolvimento de um novo codec, o HEVC. O objetivo é ter um streaming de 150 Mbps.

O olho que tudo vê

Todos os equipamentos capazes de gravar em Super Hi-Vision são protótipos, desenvolvidos pela NHK em parceria com fabricantes. Hoje, apenas três câmeras conseguem fazer imagens em ultra-alta definição. Cada aparelho tem três sensores de 33 megapixels e pesa aproximadamente 20 quilos — o que ainda é um problema para a captação de cenas externas. Também não existem TVs prontas para o novo formato. O protótipo usado nos laboratórios da NHK tem 600 polegadas.

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Teletransporte quântico é realizado no Japão
O “teleporter”, equipamento da Universidade de Tóquio usado no experimento

Um novo marco na comunicação quântica foi atingido na semana passada, quando pesquisadores japoneses anunciaram o primeiro teletransporte quântico de um conjunto complexo de informações.

O teletransporte é a transferência via luz de informação quântica de um local a outro, uma forma poderosa de representar e processar informação que é a base de toda a tecnologia quântica- inclusive a computação.

Até agora, as tentativas de teletransporte não foram muito bem sucedidas: ou eram muito lentas ou alteravam a informação enviada, fazendo com que alguns detalhes fossem perdidos. Para efeito de comparação, seria o equivalente à tripulação do Star Trek chegar a um planeta sem um braço, ou com ele colado à orelha.

No caso do teletransporte feito pela equipe liderada pelo professor Akira Furusawa, da Universidade de Tóquio, não foram objetos ou pessoas, mas sim informações enviadas. Eles conseguiram, pela primeira vez, enviar um pacote de dados complexos que, no caso, representavam o famoso “gato de Schrodinger” – um paradoxo proposto no início do século 20 pelo físico Erwin Schrodinger para descrever a situação na qual um objeto normal, clássico, pode existir em uma sobreposição quântica – tendo dois estados de uma vez.

Quantificando

A memória de um computador comum, binário, funciona em bits – cada um deles representando um “um” ou um “zero”. Ele opera com os chamados chaveamentos excludentes, tipo de sim ou não (um ou zero). Já um computador quântico usa os chamados qubits, e cada um deles pode representar “um”, “zero” ou estar nos dois estados ao mesmo tempo.

Para entender na prática a diferença, imagine um labirinto, repleto de bifurcações. No computador binário você só poderia escolher um caminho para ir de cada vez e, se chegasse a um ponto sem saída, teria de voltar ao começo e repetir a operação, escolhendo outras opções, uma de cada vez. Já no computador quântico seria possível entrar nas duas opções das bifurcações ao mesmo tempo, sucessivamente. Uma das tentativas acabaria chegando à saída, e todos os caminhos teriam sido percorridos.

Com o desenvolvimento do teletransporte quântico, se torna possível mover blocos de informação em um computador de forma mais rápida (computação quântica). O feito também reforça a possibilidade de uma rede muito mais ágil, como a internet, baseada nessa tecnologia.

Os feitos da equipe do professor Furusawa foram publicados em uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, a Science.