Ataque ao Google aproveitou falha em navegador da Microsoft

Publicado: 17/01/2010 em Segurança

Vladimir Soster

Foram instalados programas espiões em computadores das empresas.
Hackers designaram ataques como ‘Operação Aurora’.

 

A bandeira nacional da China tremula na frente da
                sede do Google em Pequim, que ameaçou deixar o país.
                (Foto: Jason Lee/Reuters)Recentes e sofisticados ciberataques contra o Google e outras empresas exploraram uma falha até agora desconhecida no navegador Internet Explorer, da Microsoft. O ponto fraco no navegador mais utilizado no mundo foi identificado pela empresa de segurança na computação McAfee, e posteriormente confirmado pela Microsoft.

O Google anunciou na terça-feira (12) que detectou, em dezembro, um ataque originado na China à sua infraestrutura empresarial, resultando em roubo de propriedade intelectual. A empresa veio a descobrir que mais de 20 outras companhias presentes no país também sofreram infiltrações.

A McAfee informou na quinta-feira (14) que os responsáveis pelos ataques enganaram funcionários das empresas, fazendo-os clicar em links que direcionavam para um site que instalou secretamente um programa de espionagem em seus computadores, em uma campanha a que os hackers aparentemente designaram "Operação Aurora".

"Jamais vimos ataques dessa sofisticação no espaço comercial. Só os havíamos visto anteriormente no espaço governamental", disse Dmitri Alperovitch, vice-presidente de pesquisa da McAfee. 

A Microsoft posteriormente confirmou o problema e enviou um alerta aos usuários, esperando reduzir o problema. A companhia trabalha para desenvolver uma atualização para o Internet Explorer para evitar novos ataques. "A empresa determinou que o Internet Explorer foi um dos vetores usados em ataques dirigidos e sofisticados contra o Google e outras redes empresariais", afirmou a Microsoft.

A maior produtora mundial de software afirmou que o uso do Internet Explorer em "modo protegido", com os controles de segurança em nível "alto", limitaria o impacto do problema. "Precisamos encarar com seriedade todos os ataques à computação, não apenas esse", disse Steve Ballmer, presidente-executivo da Microsoft, em entrevista à CNBC. "Temos toda uma equipe que responde em tempo verdadeiramente real a qualquer denúncia que possa ter algo a ver com o nosso software”.

Segundo a McAfee, os programas permitiam a tomada de controle de computadores sem que seus donos soubessem.
O Internet Explorer é vulnerável em todas as recentes versões do Windows, incluindo a nova Windows 7, segundo a McAfee. A Microsoft afirma que os ataques têm sido limitados ao Internet Explorer 6, uma versão mais antiga do aplicativo.

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